“O que vimos e ouvimos nós vos comunicamos, para que também vós tenhais comunhão conosco.” 1Jo 1,3

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quinta-feira, 8 de março de 2012

Prêmios de Comunicação da CNBB: inscrições até o dia 12

Está chegando ao fim o prazo para participar dos “Prêmios de Comunicação da CNBB”. As inscrições se encerram no próximo dia 12 de março. Serão escolhidos os melhores trabalhos publicados entre 2011 e 2012, cujos os objetivos coincidam com valores humanos cristãos e éticos. A cerimônia de entrega dos prêmios acontecerá durante a 50ª Assembleia Geral dos Bispos da CNBB, no dia 20 de abril, em Aparecida (SP) e será transmitida pela TV Aparecida, TV Canção Nova, Rede Vida de Televisão, TV Terceiro Milênio, TV Nazaré, TV Horizonte, TV Século XXI, como também pelas 230 emissoras de rádio associadas da Rede Católica de Rádio.

Professor Miguel Pereira, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (RJ), conhecedor do significado dessa premiação, ressalta que ao criar os Prêmios: Margarida de Prata, para o cinema; Microfone de Prata, para o rádio; Clara de Assis, para a televisão e Dom Hélder Câmara, para a imprensa, a Conferência dos Bispos buscou estabelecer um diálogo com o mundo da comunicação, da cultura e da criação artística, e, ao mesmo tempo, reconhecer e valorizar o trabalho dos profissionais que se empenham no sentido de produzir obras de qualidade que dignifiquem o ser humano como protagonista e sujeito da história.

— O mais antigo dos Prêmios é o Margarida de Prata, que foi criado em 1967 e já premiou mais de 100 filmes brasileiros entre longas e curtas-metragens e menções especiais. É reconhecido pelos cineastas e produtores nacionais como um prêmio de qualidade das obras em seus aspectos temáticos, artísticos e técnicos, além do prestígio que confere aos autores. Já receberam o Margarida de Prata, entre outros de uma longa lista, cineastas como Walter Salles por Central do Brasil, Terra Estrangeira e Abril Despedaçado; Silvio Tendler por Os anos JK, Jango, Castro Alves - Retrato do poeta e Utopia e barbárie, Josué de Castro, cidadão do mundo; Roberto Farias por Pra frente Brasil; Leon Hirszmann por São Bernardo, Eles não usam black-tie e Imagens do inconsciente; João Moreira Salles por Nelson Freire, Notícias de uma guerra particular e Santiago; Vladimir Carvalho por Pedra da riqueza, Evangelho segundo Teotônio, Conterrâneos velhos de guerra; Eduardo Coutinho por Boca de lixo, O fio da memória, Santo Forte, Edifíciio Master; Nelson Pereira dos Santos por A terceira margem do rio e Raízes do Brasil”, relata professor Miguel Pereira.

O professor ainda lembra que o prêmio Microfone de Prata foi instituído pela Rede Católica de Rádio (RCR) e é atribuído aos programas dessas emissoras que melhor anunciam os conteúdos em favor de uma evangelização e de uma consciência cidadã mais presente na vida social brasileira. É também uma forma de incentivo para os comunicadores católicos, no sentido do aprimoramento de seu trabalho e no empenho de uma difusão cada vez mais ampla e abrangente da mensagem cristã pelas ondas e espaços virtuais. O Prêmio Dom Hélder Câmara de Imprensa foi criado para destacar as reportagens e matérias que ressaltam os valores humanos ou denunciam as suas violações. Reconhece também a informação construtiva e a boa notícia veiculada pela imprensa brasileira. O último prêmio criado pela CNBB foi o Clara de Assis, que distingue obras jornalísticas, ficcionais ou de entretenimento que evidenciam valores humanos e cristãos em suas propostas.

Cada um dos prêmios tem regulamento próprio sobre os critérios de participação e esses documentos juntamente com as fichas de inscrição estão disponíveis no link: http://www.cnbb.org.br/premioscomunicacao/index.html.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Pascom Brasil: “Identidade e Missão”

“Identidade e Missão” é o tema do 3º Encontro Nacional da Pascom (Pastoral da Comunicação), que se realizará em Aparecida (SP) entre os dias 19 e 22 de julho. O evento, promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), contará com a participação da equipe da Web TV Redentor: Nestor Rangel e Leanna Scal farão parte do oitavo seminário (Práticas em Comunicação – Pascom na Internet), no dia 21 de julho, e ministrarão uma palestra sobre o Web Jornalismo. As inscrições já estão abertas: www.cnbb.org.br/3enc

Temas como “O que é a Pastoral da Comunicação e como se organiza”, “webjornalismo”, “Redes sociais”, “Crimes na Internet”, “RIIBRA” (rede de informática da Igreja no Brasil) e “Linguagem específica da Web Rádio” serão trabalhados ao longo do encontro.

Segundo a assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação Social, irmã Élide Maria Fogolari, este encontro quer ser um momento importante de reflexão, estudo e trocas de experiências para aqueles que desejam comunicar Jesus Cristo através dos meios de comunicação.

— É um evento para todas as pessoas que fazem comunicação católica no Brasil e que desejam aprimorar o ser e o fazer evangelização através da comunicação, afirmou.

Em entrevista à Zenit , Irmã Élide explicou um pouco mais sobre o que é a Pastoral da Comunicação e falou sobre o 3º encontro.

O que é a Pastoral da Comunicação (Pascom)?

Ir. Élide Fogolari: Veja bem, a Pastoral da Comunicação parece ser uma outra dimensão da comunicação. Mas, a melhor definição é: a comunicação na Igreja é denominada pastoral. Porque toda ação comunicativa da Igreja sempre tem a intenção de evangelizar, de anunciar a boa nova de Jesus Cristo a todos, etc. Isso vai dar sentido à pastoral. Então, toda comunicação na Igreja é denominada Pastoral da Comunicação.

Como nasceu a Pascom na CNBB?

Ir. Élide Fogolari: Há uns 30 anos atrás, quando a CNBB veio para Brasília, um grupo de bispos com Dom Eugênio Sales deram início a uma estruturação da comunicação aqui na CNBB. E ali foram se desdobrando todas as atividades da comunicação, inclusive a Pastoral da Comunicação.

Dos dias 19 a 22 de Julho desse ano se terá em Aparecida o 3º Encontro Nacional da PASCOM. Qual é a contribuição que esse evento dará para um comunicador católico?

Ir. Élide Fogolari: Contribui de vários modos. Primeiro, o sentido do lugar onde está sediado o evento, que é um sentido bastante pastoral, motivador. Eu sempre digo que é aos pés de Maria que nós vamos aprender a ser comunicadores como ela foi e continua sendo, dando Jesus ao mundo. Em segundo lugar, ou como segunda motivação, é convocar todas as pessoas que trabalham com a comunicação da Igreja no Brasil, sejam eles profissionais, sejam eles amadores, sejam pessoas não comprometidas ou pessoas que desejam se comprometer. Para quê? Para que essas pessoas durante esses dias, através de seminários, oficinas e mesas redondas, possam discutir a comunicação nos seus vários aspectos; seja ela impressa, seja ela visual... Um outro momento é dar a oportunidade da troca de experiências que se realizam na Igreja do Brasil. E é por isso que estamos realizando esse 3º PASCOM, pois se percebe esse resultado: as pessoas se animam, se entusiasmam, se motivam e querem isso.

Então não será restrito só para os comunicadores profissionais?

Ir. Élide Fogolari: Não. Se reunirão os profissionais, os especialistas da comunicação que trabalham com a comunicação, e também estarão aquelas pessoas que estão na prática, mas que não têm tanta formação. E eles vão lá porque é uma troca de experiência, e é isso que os motiva a ir.

E os bispos estão enviando seus leigos?

Ir. Élide Fogolari: Os bispos estão muito interessados em enviar seus leigos, porque eles percebem que essas pessoas, quando regressam para as suas dioceses, desde o primeiro Pascom até esse terceiro, contribuem muito porque percebem que vale a pena trabalhar com a comunicação. E isso porque não é só para anunciar o Reino de Deus, mas também para construir uma sociedade mais humana, mais justa e fraterna.

Então, o PASCOM não quer só contribuir para a comunicação da Igreja no Brasil, mas também quer contribuir para a comunicação do Brasil?

Ir. Élide Fogolari: Sim. Queremos que também a comunicação institucional possa usufruir do Pascom. As pessoas vão perceber que vão para esse encontro não somente para que depois estejam continuando na comunicação enquanto anunciar a Boa Nova. Mas, voltando, eles motivam também os profissionais que estão nas suas cidades a se engajarem numa comunicação que seja mais justa, mais digna, numa comunicação que é um direito nosso, na verdade, na justiça, no social.

Outras informações também estão disponíveis no setor de Comunicação Social da Conferência Nacional do Bispos do Brasil (CNBB), no telefone: (61) 2103-8366.

segunda-feira, 5 de março de 2012

CAMPANHA DE HOSPEDAGEM JMJ RIO2013: “FAÇA MILHÕES DE AMIGOS”



A campanha de hospedagem da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013 invadiu as redes sociais neste final de semana. Com o tema “Faça milhões de amigos”, a imagem escolhida para ilustrar a acolhida do povo carioca é de uma família comum que ganha dois novos membros peregrinos da JMJ.

De acordo com o diretor de criação da agência Scalla Comunicação, responsável pela campanha, Marco Cazumba, a imagem do casal representa o Cristo Redentor, que está de braços abertos para acolher os peregrinos.
 
O pré-lançamento da campanha foi feito no dia 28 de fevereiro, no Edifício João Paulo II, sede do Comitê Organizador Local (COL) para os coordenadores paroquiais, membros da Pastoral da Comunicação (Pascom) e blogueiros, que receberam a missão de difundir o material através das mídas sociais. A ação de marketing através das redes faz parte da preocupação do COL com o uso de carbono zero.
 
Segundo a irmã Graça Maria, responsável pelo Setor de Hospedagem, o foco inicial da campanha são as paróquias que ficam no Grande Rio e centro de Niterói. “Nós vamos atingir primeiro a nossa casa. A equipe de hospedagem é o nosso braço direito, braço esquerdo, perna direita e perna esquerda, porque é ela que vai marcar a Jornada pela qualidade de nossa acolhida”, disse.
 
Para Neite Bertine, a mãe da família que aparece na imagem de divulgação da campanha, é uma emoção e uma responsabilidade muito grande a família dela ser a família da imagem de divulgação: “Todas as pessoas estarão nos olhando como família-modelo, e não temos essa pretensão. A gente quer apenas que as pessoas abram as suas casas para que milhões de jovens possam vir para esse evento, que traz uma felicidade, uma emoção indescritível. 

Somente participando da Jornada é possível compreender a dimensão que essa campanha traz, acolher pessoas aí na sua casa, numa casa simples, do jeito que for, mas que abra a porta para que a pessoa possa entrar e descansar para, no dia seguinte, tornar a participar com afinco das atividades”, explicou.
 
A meta da campanha é conseguir 500 mil hospedagens até julho deste ano e 2 milhões até 
março de 2013. O sistema de distribuição de peregrinos será por grupo linguístico.
 
Outra preocupação da equipe de hospedagem do COL é com locais de fácil acesso para acolher portadores de necessidades especiais e bispos catequistas, que serão hospedados em áreas próximas de onde serão dadas as catequeses durante a JMJ. Além das casas de famílias, também hospedarão peregrinos e voluntários, instituições militares, paróquias, escolas e universidades católicas, escolas públicas e faculdades particulares não confessionais.
 
As inscrições para as famílias que desejam participar da acolhida de peregrinos já podem ser feitas pelo site www.rio2013.com/pt/hospedagem. Os coordenadores paroquiais que faltaram às reuniões sobre o sistema de hospedagem da JMJ terão um encontro com o COL, no Edifício João Paulo II, na Glória, em 6 de março.

ESPECIAL JMJ 2013

sexta-feira, 2 de março de 2012

O segredo não é só organização para uma boa JMJ

Nice Affonso, do Portal da Arquidiocese do Rio


 A noite da última quinta-feira, 1º de março, foi especial para os jovens do Rio de Janeiro. O Responsável pela Seção Jovem no Pontifício Conselho para os Leigos (PCL), Padre Eric Jacquinet esteve presente no Santuário Nacional de Adoração Perpétua, na Igreja de Sant´Ana, no Centro, para esclarecer dúvidas sobre a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e deixar dicas para a sua preparação espiritual.
O Sacerdote, embora encantado com toda a preparação técnica, que nestes dias de visita do PCL ao Rio de Janeiro tem visto, lembrou aos jovens a ação de Deus — que é atuante durante todas as etapas do evento — e alertou para a consciência de que uma boa JMJ se dá principalmente por meio de uma verdadeira preparação espiritual, que comporte a oferta de pequenos sacrifícios por amor a Deus:

— É belíssimo ver como todo o país e a cidade do Rio de Janeiro se preparam. A JMJ é um evento muito grande, no qual o Espírito Santo age com muito poder. (...) O segredo não é só organização para uma boa jornada. O segredo está nos pequenos sacrifícios de amor que nós fizermos durante este caminho de preparação, coisas que não se vêem, (...) pequenos sacrifícios por amor a Jesus. (...) Talvez alguns de vocês sofram as dificuldades da vida: podem oferecer todos esses sofrimentos pela evangelização dos jovens, que se fará neste tempo de preparação. Todos esses sacrifícios que ofereceremos a Jesus trarão grandes frutos, porque o que atrai as pessoas a Jesus é a oferta dos nossos pequenos sacrifícios de amor. Então, do mistério da comunhão dos santos, as pessoas serão atraídas a Jesus e talvez nós sejamos melhores discípulos, revelou.

Padre Eric esclareceu que não há como mensurar os frutos de uma JMJ, mas que os testemunhos são muitos. Os grandes reflexos de uma jornada, de acordo com ele, estão voltados para um real engajamento dos cristãos na sociedade, pelo grande número de conversões que acontecem.

— Nós não temos instrumentos que possam medir os frutos imediatos da JMJ, mas nós sabemos que a conversão, que será vossa e nossa, e a conversão de tantos jovens que aqui virão fará com que muitos se tornem servidores da paz, contou.













Durante o encontro, Padre Eric lembrou o início da história da JMJ, quando o então Papa, hoje Beato, João Paulo II fez um primeiro encontro mundial em Roma, em 1984, por, segundo ele, ter o desejo de “viver junto com os jovens a beleza da Igreja Católica”. O evento foi repetido em 1985 e também foi de muito sucesso.

— Depois dessas duas grandes experiências, ele se deu conta da importância desse encontro universal. E foi naquele momento que ele decidiu fazer a JMJ, porque ele tinha visto essa experiência funcionar de uma maneira muito pragmática, disse.

Para o Sacerdote, na jornada é possível fazer a experiência de irmãos e irmãs que partilham, que vivem juntos. São pessoas de raças e línguas diferentes unidas em torno do Papa, por amor a Deus.

— Isso é fruto de uma obra do Espírito Santo, porque, como diz o Papa Bento, uma festa qualquer pessoa pode organizar, mas a comunhão existente numa festa é um dom de Deus.(...) A nossa diversidade é uma riqueza, é sinal do dom de Deus para todos nós, lembrou.

Como dicas para a boa preparação espiritual foram indicadas a adoração a Jesus sacramentado, a leitura orante do evangelho segundo São Mateus — com o questionamento interior sobre o que é ser discípulo do Senhor — e a meditação sobre a mensagem do Papa Bento XVI para a preparação para a JMJ RIO 2013, que deverá ser lançada em agosto.



Após as respostas às perguntas feitas ao Padre Eric, toda a juventude se uniu em oração pela JMJ RIO2013, diante de Jesus Sacramentado. O Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, presidiu o momento de adoração.

Ao término do encontro, membros do Setor Jovem da Arquidiocese do Rio de Janeiro presentearam o Padre Eric com uma pequena imagem do Cristo Redentor, em agradecimento por toda a confiança manifestada à juventude carioca:

— Ficará em cima da minha escrivaninha e eu poderei recordar de vocês e rezar por vocês todos os dias, disse.

Para o seminarista da turma de Filosofia I do Seminário São José José Lucas Nascimento, o marco do evento foi a possibilidade de estimular a juventude a viver a oração.

— Com certeza é a melhor forma de nos prepararmos para algo na vida, principalmente para a JMJ. É aquilo que nos deixa mais em intimidade com Deus, nos deixa mais próximos dele e impulsiona para que o evento dê certo e para que os frutos depois do evento possam ser produzidos e colhidos, enfatizou.

Para a jovem Karina Andrade Nascimento, da Comunidade Shalom, o encontro revelou também a unidade da Igreja Católica.

— Hoje foi mais um pontapé para que a gente de fato trilhe esse caminho de oração, de preparação para o auge que será a JMJ. E nos uniu como igreja: Roma acredita no Rio de Janeiro e se coloca à disposição. Assim, juntos, em oração, vamos caminhar e fazer, como Cristo deseja, uma boa JMJ, disse.