“O que vimos e ouvimos nós vos comunicamos, para que também vós tenhais comunhão conosco.” 1Jo 1,3

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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Que todos sejam um!



Na próxima semana, com a Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo, fechando com alegria o ano litúrgico, iremos celebrar a Primeira Festa da Unidade Arquidiocesana do Rio de Janeiro. A partir das 13h30min, na Catedral Metropolitana de São Sebastião, na Avenida Chile, no centro do Rio de Janeiro, espero encontrar todas as forças vivas de nossa Arquidiocese: nosso reverendo clero, representantes de todas as paróquias e capelas, os religiosos e as religiosas, os consagrados, os seminaristas, os jovens, gloriosa esperança da Igreja, as pastorais, serviços, irmandades e associações, enfim, todo o povo santo de Deus para agradecermos as muitas graças que a Santíssima Trindade nos concedeu nesse ano, particularmente pela JMJRio 2013, que tantos benefícios se faz sentir na ação evangelizadora desta grande cidade.

Nosso Senhor Jesus Cristo chama todos os seus discípulos à unidade.  Unidos na esteira dos mártires, os cristãos devem professar juntos a mesma verdade sobre a Cruz. A Cruz! A corrente anticristã propõe dissipar o seu valor, esvaziá-la do seu significado, negando que o homem possa encontrar nela as raízes da sua nova vida e alegando que a Cruz não consegue nutrir perspectivas nem esperanças: o homem — dizem — é um ser meramente terreno, que deve viver como se Deus não existisse.

A Igreja, como mãe e mestra, deve estar empenhada em libertar-se de todo o apoio puramente humano, para viver profundamente a lei evangélica das Bem-aventuranças. Isso é tão significativo que o próprio Papa Francisco fixou as Bem-aventuranças como tema dos três próximos anos para as Jornadas da Juventude, colocando em relevo a misericórdia, o perdão e a acolhida de todos com a mesma caridade com que Cristo acolhe seus discípulos. Ciente de que a verdade não se impõe senão pela sua própria força, que penetra nos espíritos de modo ao mesmo tempo suave e forte, nada procura para si própria senão a liberdade de anunciar o Evangelho. De fato, a autoridade da Igreja exerce-se no serviço da verdade e da caridade.

O anúncio messiânico – "completou-se o tempo e o Reino de Deus está perto" – e o consequente apelo – "convertei-vos e crede no Evangelho" (Mc 1, 15) –, com os quais Jesus inaugura a sua missão, indicam o elemento essencial que deve caracterizar e ser o centro propulsor da nossa unidade arquidiocesana: a exigência fundamental da evangelização em cada etapa do caminho salvífico da Igreja. O Concílio Vaticano II apela tanto à conversão pessoal como à conversão comunitária. O anseio de cada Comunidade cristã pela unidade cresce ao ritmo da sua fidelidade ao Evangelho. Ao referir-se às pessoas que vivem a sua vocação cristã, o Concílio fala de conversão interior, de renovação da mente e da ação pastoral. Assim, cada um tem que se converter mais radicalmente ao Evangelho e, sem nunca perder de vista o desígnio de Deus, deve retificar o seu olhar para fazer a vontade Dele em renovado ardor missionário, levando a boa-nova de Cristo nas redes de comunidade, indo ao encontro dos que estão afastados.

O Papa Francisco, na sua Encíclica Lumen Fidei, no número 47, ensina que: "A unidade da Igreja, no tempo e no espaço, está ligada com a unidade da fé: 'Há um só Corpo e um só Espírito, (...) uma só fé' (Ef 4, 4-5). Hoje poderá parecer realizável a união dos homens com base num compromisso comum, na amizade, na partilha da mesma sorte com uma meta comum, mas sentimos muita dificuldade em conceber uma unidade na mesma verdade. Parece-nos que uma união do gênero se oporia à liberdade do pensamento e à autonomia do sujeito. Pelo contrário, a experiência do amor diz-nos que é possível termos uma visão comum precisamente no amor: neste, aprendemos a ver a realidade com os olhos do outro e isto, longe de nos empobrecer, enriquece o nosso olhar. O amor verdadeiro, à medida do amor divino, exige a verdade e, no olhar comum da verdade que é Jesus Cristo, torna-se firme e profundo. Esta é também a alegria da fé: a unidade de visão num só corpo e num só espírito. Neste sentido, São Leão Magno podia afirmar: 'Se a fé não é una, não é fé". 

O Papa pergunta qual é o segredo desta unidade? "A fé é una, em primeiro lugar, pela unidade de Deus conhecido e confessado. Todos os artigos de fé se referem a Ele, são caminhos para conhecer o seu ser e o seu agir; por isso, possuem uma unidade superior a tudo quanto possamos construir com o nosso pensamento; possuem a unidade que nos enriquece porque se comunica a nós e nos torna um". 

A imensa promessa e as energias vibrantes de uma nova geração de católicos estão esperando para ser aproveitadas para a renovação da vida da Igreja e do legado da JMJ de fazer da nossa Arquidiocese uma Igreja unida, em permanente estado de missão. Estejamos, particularmente, próximos dos homens e mulheres, dos jovens e dos que estão na melhor idade, da infância e das crianças, e também dos que estão empenhados em seguir Cristo sempre com maior perfeição na generosidade, abraçando os conselhos evangélicos. Com o enfraquecimento progressivo dos valores tradicionais cristãos e a ameaça de um período no qual nossa fidelidade ao Evangelho pode nos custar muito caro, a verdade de Cristo não apenas precisa ser compreendida, articulada e defendida, mas proposta com alegria e confiança, como a chave para a realização humana autêntica e para o bem-estar da sociedade como um todo, recordando que Cristo nos chama a viver a unidade que só Ele pode nos dar. Nossa Igreja deve ser uma Igreja em permanente estado de missão. Que a unidade que esperamos seja perpassada pelo nosso compromisso pela fidelidade a Cristo, ao seu Evangelho, em sintonia com a Santa Igreja, sendo santo na sua vida cotidiana e eclesial. Viver a santidade não é um privilégio de poucos. Pelo batismo todos nós recebemos a herança de nos tornarmos Santos. Ser santo é uma vocação para todos os fiéis, e é a vocação natural da própria Igreja Particular do Rio de Janeiro. Todos nós somos chamados a percorrer o caminho da santidade, e o caminho que leva à santidade e à unidade tem um nome e um rosto: Jesus Cristo. No Evangelho, Ele nos mostra a estrada das Bem-Aventuranças. 

Por isso, no dia de nossa Unidade Arquidiocesana rezemos ao Cristo Redentor para que possamos acolher e anunciar o Reino dos Céus. E isso somente será possível para aqueles que não depositam sua confiança nas coisas humanas, no ajuntamento do ser, do ter e do poder, mas no amor de Deus. Unidos em Cristo, buscando viver com o testemunho dos Santos, sejamos encorajados a não ter medo de caminhar contra a corrente ou ser mal-entendidos e ridicularizados quando falamos de Cristo e do Evangelho, que evangelizamos para superar as diferenças, e, na diversidade de carismas e como Igreja, possamos testemunhar Cristo "ut omnes unum sint".

† Orani João Tempesta, O. Cist. 
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

terça-feira, 27 de março de 2012

Publicada a mensagem do Papa para a JDJ

Texto: Raphael Freire, do Portal da Arquidiocese do Rio

Por ocasião da 27ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que será realizada em nível diocesano no Rio de Janeiro — Jornada Diocesana da Juventude(JDJ) —  no próximo sábado, 31 de março, celebrando o Domingo de Ramos, o Papa Bento XVI publicou nesta terça-feira, 27 de março, uma mensagem para a juventude, na qual ressalta o tema deste ano: “Alegrai-vos sempre no Senhor” (Filipenses 4,4).

— De fato, a alegria é um elemento central da experiência cristã. Também experimentamos em cada Jornada Mundial da Juventude uma alegria intensa, a alegria da comunhão, a alegria de sermos cristãos, a alegria da fé. Esta é uma das características desses encontros. (...) A Igreja tem a vocação de levar a alegria ao mundo, uma alegria autêntica e duradoura, a dos anjos que anunciaram aos pastores de Belém o nascimento de Jesus, disse Bento XVI.


A mensagem do Pontífice traz sete aspectos para reflexão: Nosso coração foi feito para a alegria; Deus é a fonte da verdadeira alegria; Conservar no coração a alegria cristã; A alegria do amor; A alegria da conversão; A alegria nas provas; e Testemunhas da alegria.


No término da mensagem, o Papa Bento XVI convida a todos os jovens a serem missionários da alegria, ressaltando que não se pode ser feliz se os demais não são felizes e que, por isso, se faz necessário compartilhar a alegria.
O objetivo do Santo Padre é também refletir sobre os caminhos para encontrar a verdadeira felicidade, para que os jovens possam vivê-la cada vez com mais profundidade e serem mensageiros dela entre aqueles que os circundam.

— Vão contar aos demais jovens a sua alegria de ter encontrado aquele tesouro precioso que é Jesus. Não podemos conservar para nós a alegria da fé. Para que esta possa permanecer em nós, temos que transmiti-la, disse.


A recordação do encontro de Madri, realizado em agosto de 2011, ainda está presente no coração do Papa. De fato, afirmou na sua mensagem, “foi um momento extraordinário de graça, durante o qual o Senhor abençoou os jovens ali presentes, vindos do mundo inteiro”.


— Dou graças a Deus pelos muitos frutos que a Jornada suscitou e que no futuro seguirão multiplicando-se entre os jovens e as comunidades às quais pertencem. Agora, nós estamos nos dirigindo para o próximo encontro no Rio de Janeiro, no ano de 2013, que terá como tema “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (cf. Mt 28,19), diz a mensagem de Bento XVI.


Leia na íntegra a mensagem do Papa Bento XVI:
Mensagem do Papa ao 27º Dia Mundial da Juventude.doc

Subsídio CNBB

A Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), lançou um subsídio para as celebrações da Jornada Diocesana da Juventude.


Faça o download:
Subsídio JDJ 2012.pdf

quinta-feira, 22 de março de 2012

Para que a fé tenha espaço em mídia pública

Texto: Nice Affonso, do Portal da Arquidiocese do Rio
Colaboração: Raquel Araujo e Marcylene Capper

A Igreja Católica propôs ao Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) — estatal que opera a TV Brasil e oito rádios oficiais — que ao invés de retirar os programas católicos e evangélico, existentes hoje, da grade de programação, que inclua outras religiões.

— Nós propusemos que continuasse a transmissão da Santa Missa pela televisão e que outro espaço fosse aberto dentro da emissora para os outros cultos, não só em uma abordagem teórica das religiões, mas que as próprias religiões, através dos seus cultos, se fizessem presentes na programação da TV Brasil, contou o Vigário Episcopal para a Comunicação Social da Arquidiocese do Rio de Janeiro, Cônego Marcos William Bernardo.

A proposta foi feita durante a audiência pública de 14 de março, que discutiu a permanência ou não dos programas A Santa Missa e Palavras de Vida, vinculados à Arquidiocese do Rio de Janeiro, e do programa Reencontro, da Igreja Batista de Niterói, na programação da TV Brasil. A presidente e alguns membros do Conselho Curador da EBC, representantes do Ministério da Educação e da Cultura e de diversos credos religiosos estiveram presentes ao encontro, que contou também com a presença do diretor dos programas “A Santa Missa” e “Palavras da Vida”, Padre Dionel Amaral; do coordenador arquidiocesano de pastoral, Monsenhor Joel Portela Amado, e da advogada do Departamento Jurídico da Arquidiocese do Rio, Claudine Milone.

O debate envolvendo a transmissão dos programas religiosos começou em 2009. No ano passado, o Conselho Curador decidiu suspender da grade da TV Brasil os programas católicos e evangélico, com a argumentação de que não refletiam a diversidade religiosa do Brasil. Mas a Justiça Federal concedeu liminar e antecipação de tutela à Arquidiocese do Rio de Janeiro garantindo essa permanência. O Vigário Episcopal para a Comunicação Social concorda que a pluralidade em questão deve ser mantida, tanto na sociedade quanto na grade de programação da empresa pública, mas alerta para que o respeito à fé não seja esquecido sob o pretexto de que o estado é laico.
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— Durante a audiência nos pareceu claro que todos querem um país em que seja respeitada a diversidade religiosa. Porém, eles entendem a diversidade religiosa sob o ponto de vista da cultura, o que quer dizer que eles não reconhecem o fundamento de cada religião. Portanto, não há respeito pela religião! Por trás disso, notamos a existência de um ateísmo, de um agnosticismo... De tal sorte que o Estado, quando afirma ser laico, na verdade está pretendendo ser ateu, denunciou o Cônego.

Embora a audiência pública não tenha o poder de decidir sobre a permanência ou não dos programas religiosos na grade de programação da TV Brasil, as contribuições apresentadas seguirão para análise do Grupo Consultivo — o qual embasa a proposta —, que tem novo encontro agendado para 26 de abril.

— Por que no Conselho Consultivo, que é então oficialmente reconhecido pelo governo do Brasil, nós não temos um representante católico? Essa é uma coisa que eu questiono, e muito! Por que não há nenhum representante católico dentro do Conselho Curador da TV Brasil, que é a TV do povo, se é justamente nesse Conselho que as coisas são discutidas, e a TV obedece àquilo que o Conselho diz?, levantou a questão o Cônego Marcos.

De acordo com informações da EBC, a resolução do Conselho previu 120 dias para a conclusão dos trabalhos, mas, caso haja necessidade, o prazo pode ser prorrogado por mais um mês.

Embora a Coluna da Ouvidoria da EBC problematize a questão apenas informando que será um desafio incluir as “mais de 100 religiões, segundo o último censo do IBGE” na programação da TV, caso seja essa a decisão, e mostre a preocupação com um possível programa que discuta a religião de um ponto de vista cultural sem excluir nenhum segmento religioso, a questão maior talvez seja discutir qual é o papel da religião dentro do Brasil — tópico pertinente se é verdade que uma empresa pública deve refletir as expressões sociais e culturais do seu povo.

— (...) O que está em jogo aqui é um projeto para um país, para uma nação, destacou Cônego Marcos.

JDJ terá videoconferência com Dom Orani, direto de Roma

Texto: Renato Francisco, do Jornal Testemunho de Fé


No próximo sábado, dia 31 de março, a Arquidiocese do Rio realizará a Jornada Diocesana da Juventude (JDJ), antecipando a celebração do Domingo de Ramos (este ano será no dia 1º de abril), em que o mundo todo comemora a Jornada Mundial da Juventude em nível diocesano. O evento acontecerá a partir das 14h, em Ipanema.

Todos os anos a JMJ em âmbito diocesano é celebrada no Domingo de Ramos, e com intervalos que podem variar entre dois e três anos são feitos os grandes encontros internacionais. A Jornada de 2012 será a 27ª edição do encontro (a contagem inclui as JMJs diocesanas e os encontros mundiais, desde 1986, com a primeira JMJ em Roma) e tem como lema: “Alegrai-vos sempre no Senhor!” (Fl 4,4).

A celebração da JDJ no Rio está sendo organizada pelo Setor Juventude e pelo Comitê Organizador Local (COL) da JMJ RIO2013.

Segundo o Coordenador de Eventos de Massa da Arquidiocese do Rio de Janeiro, Padre Omar Raposo, um grande momento da JDJ será a mensagem ao vivo, direto de Roma, que o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, dará aos jovens.

— Além de tudo o que está já previsto pelo Setor Juventude e pelas Paróquias envolvidas, nós teremos também uma entrada ao vivo do Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, direto de Roma, falando com os jovens no Parque Garota de Ipanema. Então, vai ser um momento de emoção, de troca de experiências, com o nosso Arcebispo, podendo dar uma mensagem bonita para todo mundo, destacou Padre Omar.

Dom Orani e todos os responsáveis pelos setores do COL estarão em Roma para uma semana de atividades junto ao Pontifício Conselho para os Leigos, que é o Comitê Organizador Local das JMJs.

Música, fé e saúde unem os jovens

Na concentração para a JDJ, a partir das 14h, na parte central da Praça Nossa Senhora da Paz, o DJ Piedade animará a juventude com muita música. Às 15h, será a vez do bloco Sambadorando tocar para os jovens.

Em sintonia com a Campanha da Fraternidade deste ano, que tem como tema “Fraternidade e Saúde Pública”, também haverá na praça, das 14h às 16h, tendas com jovens da área de saúde atendendo não só a juventude, como também a todos que passarem pela praça. Além disso, também haverá tendas da JMJ Rio2013, onde serão dadas informações e feitas inscrições para voluntários.

A Santa Missa será iniciada às 16h, com a benção dos ramos, tendo como celebrante o Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro Dom Nelson Francelino. Em seguida, os jovens seguirão em procissão pelas ruas do bairro e pela orla da praia, em companhia de um trio elétrico com a banda God First, rumo ao Parque Garota de Ipanema, no Arpoador, onde haverá a continuação da Missa e seu encerramento, por volta das 19h30min.

Logo após a Missa, o evento continuará com os shows da banda Ministério Amor e Adoração e de Eliana Ribeiro, da Canção Nova, que deve terminar por volta das 21h30min.

sexta-feira, 16 de março de 2012

A JMJ não é para nós, é para jovens do mundo inteiro!

Texto: Nice Affonso, do Portal da Arquidiocese do Rio
Fotos: Victor Gonzalez 

(Galeria de Fotos em http://www.flickr.com/photos/ecosdesantana/sets/72157629234808912/)



Às 21h30 da última sexta-feira,9 de março, o Santuário Nacional de Adoração Perpétua já estava com todos os bancos lotados pelos jovens cariocas, animados para passar a madrugada em vigília pela Jornada Mundial da Juventude (JMJ RIO2013).

Sob a animação do Ministério Shalom, de Fortaleza, às 22h30, ao início da Missa – presidida pelo Bispo Auxiliar Dom Nelson Francelino e concelebrada por diversos sacerdotes – até mesmo os corredores laterais do Santuário estavam repletos de rapazes e moças de oração.


Durante a homilia, o Bispo destacou a confiança de Deus na conversão do coração humano a Ele, mesmo diante das muitas rebeldias com as quais o homem dele se afasta.


- Deus não se deixa vencer pelo nosso pecado. Apesar de nossos pecados, Deus nos quer. (...) Deus sempre se mostra paciente e amoroso. Não desiste de nós. Não cansa de nos amar, destacou.


Os jovens do mundo inteiro e especialmente os do Brasil, que se preparam para acolher os peregrinos que para cá virão, foram apresentados a Deus ao longo da Missa de abertura da vigília.


- Lembrando das maravilhas do Senhor, queremos nos revestir de gratidão e colocar a nossa vida de forma que toda a juventude do nosso Brasil esteja unida pela JMJ. E, nesta eucaristia, render a Deus o louvor que lhe é devido, e fazer um ofertório da vida de toda a juventude que se mobiliza no Brasil, acolhendo a cruz e o ícone, para que seja uma juventude santa, missionária, que ofereça frutos novos à sociedade.(...) A JMJ requer de todos nós muita santidade, testemunho e gratidão a Deus, que nos tomou tantas vezes ao colo e não desistiu de nós, lembrou.

Ao término da homilia, Dom Nelson conduziu os jovens a um bonito momento de oração, apresentando a Deus arrependimento pelas ofensas e o desejo de que a juventude também nunca desista de Deus, que ama a cada um com um “amor que nos perdoa, salva e recoloca na missão”.

Esta 5ª Vigília dos Jovens Adoradores pela primeira vez teve tema, que foi o mesmo da primeira JMJ, em 1986, baseada na primeira carta de São Pedro (I Pe 3,15) — “Antes, declarai santo, em vossos corações, o Senhor Jesus Cristo e estai sempre prontos a dar a razão da vossa esperança a todo aquele que a pedir”. Pela primeira vez também foram oferecidos aos jovens, durante o encontro de oração, confissões e aconselhamento.


A passagem bíblica tema desta noite de oração foi utilizada pelo fundador da Comunidade Shalom, Moysés Azevedo, para, ao testemunhar com sua vida, recordar aos jovens a importância da experiência pessoal com Jesus para tornar a JMJ um tempo forte para a conversão de jovens do mundo inteiro.


— A experiência pessoal com Jesus é aquela experiência de descobrir que Deus me ama de modo único, e isso é capaz de transformar as nossas vidas. A JMJ é uma forte ocasião para essa experiência com Jesus. (...) E assim como nós cremos que ele muda a nossa vida, sabemos que é capaz também de mudar a vida de muitos e muitos jovens, explicou.


Moysés também destacou o caráter missionário que a JMJ confere a cada jovem brasileiro, lembrando que este é um momento de grande graça para o Rio de Janeiro e o Brasil:


— A JMJ não é só um evento, é tempo de graça. A Jornada não é para nós: é para os jovens do mundo inteiro. Nós seremos mediadores, intercessores, para atraí-los para Deus. (...) Somos instrumentos de Deus, que vamos ao encontro desses jovens onde quer que estejam. Eu e você somos chamados a ir aos jovens que estão longe de Cristo, longe da Igreja e anunciar: “venha ver o rosto alegre e vivo da Igreja”, enfatizou.

O Missionário alertou quanto ao perigo de um cristianismo medíocre e afirmou ser importante tomar uma decisão incondicional, que envolva todo o ser de cada um. Lembrou a importância da oração e dos sacramentos durante este tempo de preparação até 2013, chamando cada jovem ao apostolado da comunicação da alegria da fé:


— O mundo padece do pecado e nós, sem nenhum mérito, temos o remédio.(...) O mundo necessita do testemunho da vossa fé, conclamou.


Após a pregação, houve o momento especial de adoração ao Santíssimo Sacramento, quando a juventude do mundo inteiro e toda a preparação para a JMJ foram apresentadas a Jesus.

Os 500 dias que faltam para a realização do grande encontro do Papa Bento XVI com a juventude foram lembrados pelo Movimento de Vida Cristã (MVC), por velas, durante uma hora da vigília. Em seguida, os jovens foram convidados à oração da Via Sacra, tão importante para a vivência deste tempo litúrgico da quaresma. Houve também a oração das laudes e o encontro foi encerrado com a benção do Santíssimo.


A organização do evento, que foi transmitido ao vivo pela WebTv Redentor, convocou as dioceses de todo o mundo a organizarem vigílias em todas as segundas sextas-feiras de cada mês, para a unidade de oração em intenção da JMJ RIO2013.